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É Campeão! Bayern conquista o Bi-Campeonato da Champions League!

Mia San Mia.

Somos o que somos.

Essa é a máxima adotada por grande parte do povo bávaro e que reflete fielmente a forma como o técnico Carlos Maguin comanda o seu Bayern de Munique. Confiança sólida como uma pedra e crença na própria força.

O técnico fluminense admite não ser o melhor técnico e nem sempre fazer as melhores escolhas, mas talvez essa humildade seja a chave para o seu sucesso. Sucesso esse que se repete temporada após temporada.

Reconhecer suas limitações como técnico, fez o treinador depositar muito de sua fé em seus jogadores. Isso ajuda a criar um clima amistoso dentro do clube e aumenta a confiança dos jogadores em suas próprias qualidades. Uma mistura muito positiva e que tem se mostrado bastante efetiva.

No início da temporada, o comandante do time bávaro disse em entrevista à Equipe de Jornalismo do Craque Digital que gostaria de conquistar pelo menos um título na atual campanha. Apesar do modesto objetivo, levando em conta a legião de craques que tem em seu elenco, o treinador já superou o prometido, e acaba de conquistar seu segundo título em apenas 2 meses.

No início da temporada, o treinador conquistou a Recopa, vencendo a Lazio por 2 a 1. Apesar de se tratar de um título de pouca expressão, o treinador comemorou bastante a conquista, admitindo que os títulos são obrigação, mas  que devem ser celebrados sempre. “Acho muito importante a conquista. Em um time  como o Bayern, com esse elenco, tem que ter título. Eu me cobro isso” afirmou o técnico.

E pelo visto, a conquista da Recopa não diminuiu a cobrança e tampouco a gana dos bávaros na busca por títulos. A batalha de Maguin e seus comandados por troféus foi muito bem recompensada com a conquista da Champions League, o torneio de maior expressão no futebol mundial.

Campeones! Campeones! Ole, Ole, Ole!

A conquista da Champions vem para  coroar esse espírito guerreiro que Maguin ensina e cultiva em seus jogadores, e que teve como seu momento emblemático a vitória de 5 a 1 sobre o todo poderoso Real Madrid. Vitória essa que não só garantiu a classificação para a semi-final do torneio, mas que também reverteu a vantagem de 3 a 0 conquistada pelo time madrileño no Santiago Bernabéu.

Essa vitória foi efetivamente o ponto mais alto da competição, uma vez que a saída do técnico Gustavo Neiva, deu a vitória por W.O. para o time da baviera. No entanto, não é por isso que esse título deve ser lembrado. O Bayern brigou e sofreu para chegar a essa final. Se superando e se reinventando a cada jogo.

Na fase de grupos, o Bayern se classificou em segundo, num grupo composto por PSG, Hoffenheim e Benfica. A campanha na primeira fase foi marcada por autos e baixos, tendo um início amargo, com uma derrota para o Hoffenheim dentro de casa. Depois disso, o Bayern ainda perdeu para o PSG, líder do grupo, por 2 a 1, fora de casa, mas reverteu a situação com duas vitórias sobre o Benfica (uma delas por W.O.) e duas vitórias contra PSG e Hoffenheim, respectivamente.

A classificação em segundo do grupo deixava o time em uma posição vulnerável, podendo enfrentar logo na fase seguinte outros gigantes do Craque Digital. Dito e feito! O sorteio colocou frente a frente, Bayern de Munique e Real Madrid. Com certeza, dois dos maiores clubes do Craque.

O time do técnico Gabriel começou muito bem o confronto, como era de se esperar, despachando os bávaros no jogo de ida. Uma vitória maiúscula por 3 a 0, com gols de Verratti, Bale e Cristiano Ronaldo. Três gols de desvantagem, contra um time fortíssimo e contra um dos melhores, se não o melhor, do Craque. Muitos diriam, com razão, que reverter tamanha desvantagem era uma missão impossível. É aí que a maior virtude do técnico Maguin apareceu. O autoconhecimento e a autoconfiança fizeram com que seus jogadores entrassem em campo 100% concentrados. Sem nada a perder, tudo que conseguissem em Munique seria uma vitória.

Duas lendas das laterais disputam em um jogo eletrizante. Phillip Lahm (à direita) e Marcelo (à esquerda)

Mesmo confiantes de que o Bayern poderia salvar um pouco de sua honra no jogo de volta, nem mesmo o mais otimista dos torcedores alemães poderia prever um resultado tão espetacular. 5 a 1 sobre o todo poderoso Real Madrid. 5! Cinco! Os bávaros não só reverteram o resultado, como ainda enfiaram 5 gols no Real Madrid, do técnico Gabriel. Cinco gols no mesmo time que sofreu apenas 6 gols em 9 jogos pela Série A. Cinco! Impressionante? Inacreditável? Indescritível? Chamem como quiserem, o Bayern de Munique e o técnico Maguin concretizaram uma virada sem precedentes. E isso, com certeza, impulsionou o time a buscar, ainda mais, o título da competição.

Apesar de todo o entusiasmo, o treinador brasileiro sabia que ainda teria que ultrapassar barreiras e obstáculos, talvez não tão árduos quanto o poderoso Real Madrid, mas, com certeza, difíceis o suficiente para lhe tirar o sono.

O sorteio definiu o Leicester City, do técnico Lucas Ramos, como o adversário do Bayern na semi-final. Teoricamente um adversário mais fraco, mas só teoricamente. A campanha do time inglês na atual temporada é de causa inveja. Líder invicto da Série C ao final do primeiro turno e tendo se classificado em primeiro lugar num grupo com Manchester City, Tottenham e  Lazio. Futebol não se vence no papel, mas sim na bola. E o Leicester mostrou nesse primeiro turno que tem bola.

Sempre matador! Lewandovski é O Cara do Bayern!

A qualidade do adversário, no entanto, só aumenta ainda mais o mérito e o tamanho do feito do time alemão. Contra um Leicester organizado e muito objetivo, os alemães conseguiram abrir vantagem no começo do jogo de ida, mas cederam o empate em um jogo sensacional que terminou em 3 a 3. No jogo de volta, o polonês Robert Lewandovski arregaçou as mangas e acabou com a brincadeira. Apesar da garra do Leicester, que brigou até o último minuto, o Bayern se agarrou a vantagem conquistada pelo polonês com todas as forças e garantiu a classificação. Ruma à final!

Todos sabem o desfecho dessa história, mas o foco não deve ser esse.

Muito duvidava e ainda duvidam da qualidade do técnico Maguin. Muitos falam em falta de merecimento e até mesmo em sorte. Muitos falam que o elenco que faz o técnico. Mas a bem da verdade é que o treinador brasileiro mereceu. Depois de desafios e mais desafios, o técnico Maguin se provou e hoje pode falar com orgulho que é Bi-Campeão da Champions League. Bi-Campeão e contando, porque depois desse título a sede dos alemães deve ter aumentado ainda mais. Agora, meus caros, podemos dizer que o céu é o limite e que o Bayern está voando. Com suas próprias asas e do seu próprio jeito. Sendo o que é!

 

Artilheiro da competição, Lukas Podolski!

Apesar de ter ficado pelo caminho, o atacante Lukas Podolski merece uma menção especial. Artilheiro disparado da competição com 11 gols, o já experiente centroavante alemão desbancou os badalados astros do Real Madrid, Gareth Bale e Cristiano Ronaldo, além de deixar para trás os campeões Luis Suarez e Roberto Lewandovski.

 

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